O TEXEL
No Brasil, a raça foi introduzida em 1972, pelos criadores Halley Marques e Ligia Vargas Souto que importaram da Holanda 18 fêmeas e 2 machos para suas fazendas, no município de Itaqui/RS. Novas importações da França, da Holanda e da Alemanha, aconteceram a partir daí, que muito contribuíram para o aprimoramento da raça no Brasil. Após diversas gerações de eficiente seleção, o TEXEL surge, como uma raça de ovino tipo carne, de excelente qualidade e baixo teor de gordura. Hoje, encontramos TEXEL em diversas partes do território brasileiro, de Sul a Norte, pois é um animal que se adapta muito bem aos vários tipos de solo, clima e pastagem, podendo ser explorado extensivamente, em associação com bovinos.
POR QUE CRIAR TEXEL?
Pela sua PRECOCIDADE pois a borrega TEXEL pode ser coberta pela primeira vez ao atingir 40-50Kg, o que acontece ente 6 a 7 meses de idade, sem que isto altere seu desenvolvimento corporal. Quando se deseja melhorar a APTIDÃO CARNICEIRA pois no cruzamento industrial o carneiro TEXEL melhora consideravelmente a qualidade da carcaça dos cordeiros, sendo bem conformadas, sem excesso de gordura e com elevado rendimento, imprimindo suas características raciais já no primeiro cruzamento. Pela sua RUSTICIDADE pois tem demonstrado que se adapta muito bem tanto aos terrenos altos quanto aos terrenos baixos e úmidos. Quando se busca LÃ branca de boa finura, com fibra forte e de diâmetros compreendidos entre 27 a 30 micras para atender o mercado produtor de fios. Quando se deseja aumentar a PROLIFICIDADE do rebanho, pois a ovelha TEXEL apresenta um dos mais elevados índices de fertilidade, com partos gemelares e freqüentemente triplos. Pela sua APTIDÃO LEITEIRA pois os cordeiros TEXEL apresentam até os 30 dias de idade um ganho de peso superior a 300 g/dia para os nascidos de parto simples e 250 g/dia para aqueles de partos duplos.
CRUZAMENTOS COM TEXEL
Os cruzamentos com TEXEL podem ter por objetivo a produção de cordeiros industriais ou de animais CG, SO, RGB até atingir o PO, conforme demonstrado na tabela abaixo:
Cruzamento Absorvente com Texel
Os
carneiros devem ser substituídos a cada dois anos e devem ser
sempre de categoria superior às fêmeas.
As
fêmeas "CGs" são tatuadas na orelha esquerda e os machos
destas categorias não recebem tatuagem. O criador também pode
optar pelas tatuagens "CG5" e "RD". Os machos e
fêmeas "SO" são tatuados na orelha direita com o símbolo
S
e na esquerda com o código do rebanho (dois números e uma letra).
As fêmeas são tatuadas "RGB BASE" a partir da "SO"
e os machos filhos de "SO" continuam "SO". Esta
categoria já recebe certificado de origem, o símbolo "RGB"
e nº de ordem na orelha esquerda e na direita o código do rebanho. Os
animais "PO" (puros de origem) recebem certificado de
origem e as tatuagens "ARCO" e o número ordem na orelha
direita e o código do rebanho na esquerda. O controle, seleção e
tatuagem dos ovinos, assim como a emissão de certificados de
registro são efetuados pela Associação Brasileira de Criadores de
Ovinos - A.R.C.O.
